O poder da influência digital: quais são as melhores estratégias e como elas podem otimizar resultados

Você sabe o que Whindersson Nunes, Gabriela Pugliesi e Gracyanne Barbosa têm em comum?

A primeira resposta pode ser que eles são famosos, mas isso não é tudo. Também são pessoas que construíram em torno de seus perfis nas redes sociais uma larga comunidade de seguidores. Dessa forma, eles têm amplo alcance e podem influenciar essa audiência nas suas ideias e comportamentos.

A influência digital é um segmento do marketing que aparece com o advento das mídias sociais. A internet e as redes sociais proporcionam acesso à informação de forma acelerada, o que mudou a forma como consumimos conteúdo e produtos.

Assim, a influência digital tem sido uma espécie de ponte, mediando a interação entre marcas e usuários nas redes sociais. E o uso de influenciadores digitais no marketing digital tem trazido resultados.

Um estudo do Instituto Qualibest em agosto de 2019 revelou que 76% dos internautas brasileiros já compraram algo indicado por um influenciador digital. Portanto, é um relacionamento que pode gerar conversão.
No entanto, o que é realmente um influenciador digital e quais os pontos essenciais para obter sucesso nessa parceria? Confira alguns insights sobre isso neste artigo.

O que significa exatamente ser um influenciador digital?

A grosso modo, a internet e as redes sociais concedem vez e voz a qualquer pessoa com um perfil on-line em quaisquer dessas plataformas. Assim, é normal que, com o compartilhamento de conteúdo nesses canais, os seguidores apareçam e, em alguma medida, todo mundo se torne um influenciador digital.

No entanto, do ponto de vista técnico, define-se um influenciador digital ou digital influencer, em inglês, as pessoas ou marcas que, por meio de seu conteúdo em plataformas digitais, influenciam a forma como sua audiência percebe e interpreta temas e consomem serviços/produtos.

A influência digital, nesse contexto, pode ser avaliada e quantificada e toma a forma de cliques, compartilhamentos e vendas.

Atualmente, os influencers são amplamente procurados por marcas para patrocínio porque eles passaram a ser veículos de comunicação. Com um público hipernichado e engajado, chegando a até 3 dígitos de seguidores, eles são capazes de ter uma aproximação com o público que celebridades não conseguem.

Quais os tipos de digital creators?

Há diferentes categorizações sobre os tipos de influenciadores digitais. Esse aspecto interessa a quem trabalha com marketing, porque, tendo essa noção, fica mais fácil e assertivo escolher uma parceria no marketing de influência.

Vejamos algumas categorias:

Autoridade

São os influenciadores que possuem conhecimento ou especialização em algum tema. Dessa forma, eles têm bastante credibilidade e estão mais presentes em nichos de mercado.

No Brasil, o dr. Drauzio Varella é um exemplo desse tipo de influenciador. É ideal para conversão, já que transmite confiança nas suas indicações.

Ativistas

Diz-se dos influenciadores ativos em movimentos sociais, políticos e comunitários. Uma das mais conhecidas influencers nacionais é Luisa Mell, que, além de ter uma carreira na TV, se tornou bastante conhecida por lutar em prol dos animais.

Alexandra Gurgel é também um nome nessa linha, já que é uma das lideranças nas redes sociais quando o debate é gordofobia.

Trendsetters

São aqueles influenciadores que estimulam temas, produtos e serviços que podem virar tendência. Essas pessoas não costumam se engajar com marcas cujos valores sejam diferentes dos seus.

YouTuber Jout Jout, por ser uma das pioneiras no debate nacional sobre relacionamentos abusivos, é categorizada como influenciadora trendsetter.

Top Celebs

São caracterizados pela alta capacidade de alcance e engajamento do público. Eles inspiram, divertem e informam, mas normalmente não possuem segmentação específica, por isso, não são os mais adequados para converter e gerar leads.

No entanto, por sua grande ressonância, eles são ideais para fazer branding, divulgando sua marca.

Fit Celebs

Esse tipo de digital influencer reúne todas as características de alinhamento perfeito para uma marca.

Eles têm alcance, capacidade de engajamento, relevância e credibilidade para uma audiência e segmento. Com eles, é possível ter maior conversão, engajamento de marca e divulgação.

Gracyanne Barbosa é uma representante dessa categoria. Focada no segmento fitness, ela atrai parcerias relevantes para o seu público, interessado em academia e exercícios físicos.

Ecossistema

Este é um grupo de influenciadores de um mesmo segmento que pode ser combinado para promover uma mesma marca, elevando sua posição no mercado.

Normalmente, esse tipo de influenciador digital possui um alcance menor, porém bastante relevância para sua audiência e alto alinhamento com empresas de um segmento.

Os chamados microinfluenciadores, costumam ser pessoas comuns e possuem entre 1 mil e 50 mil seguidores leais e engajados. Também são uma opção para marcas e costumam cobrar menos que os mais conhecidos.

Estratégias e resultados: pontos essenciais

Por onde começar o trabalho com influência digital? Quais pontos considerar? Elencamos alguns pontos importantes antes de começar esse investimento.

  • Plano de marketing

Antes de começar qualquer ação é preciso ter um objetivo claro do que a marca pretende alcançar com a influência digital, fazer uma curadoria de influenciadores e estabelecer uma estratégia.

  •  De olho no alcance

O número de seguidores interessa, mas é preciso garantir que o influencer escolhido agregue valor, criatividade e confiança diante do público. Com a parceria certa, o alcance e a interação aumentam.

No entanto, é importante considerar que micro e nanoinfluenciadores costumam gerar mais engajamento, já que têm um público mais nichado e são autoridade naquele tema, diferente de influenciadores com grande número de seguidores.

  •    Ações e engajamento

KPIs são elementos cruciais de avaliação, mas nas campanhas é importante orientar o influenciador para que se conecte com seu público e o conduza a expressar as experiências resultantes daquela ação. Essa é uma maneira de qualificar a resposta da audiência ao influencer.

  • Alinhamento é crucial

Na era digital, a informação corre rápido e os consumidores estão mais atentos e exigentes. A venda pela venda não é vista com bons olhos: mais do que nunca, interessam os valores.

Assim, estar associado a influenciadores cuja conduta não é autêntica, honesta e alinhada ao público de uma marca pode ser desastroso.

Atualmente, existem diversas ferramentas que fazem essa curadoria automaticamente, como o influency.me. No entanto, é importante salientar que o olhar humano sempre deve existir! Afinal, quantidade não é sinônimo de qualidade, principalmente no mundo dos digital creators.

As empresas têm dado bastante atenção a esse aspecto. Podemos ver isso no recente caso da influenciadora Gabriela Pugliesi, que perdeu patrocinadores depois de organizar uma festa em casa durante as medidas de isolamento social em função do coronavírus.

O YouTuber Julio Cocielo também perdeu seus contratos com Adidas, Banco Itaú, McDonald’s e Submarino depois de fazer uma publicação de cunho racista no Twitter.

Hoje, esse tipo de atitude entra facilmente na “cultura do cancelamento”, na qual uma pessoa exerce uma atitude condenável, como os casos citados acima, e o público da internet “cancela” a presença dessa pessoa como uma forma de punição.

É importante salientar que quando isso acontece, o cancelamento também é estendido para as marcas que patrocinam esse influencer, reformando ainda mais a importância de avaliar o histórico de pessoas que irão se associar à sua marca.

O trabalho no âmbito digital com o marketing de influência requer atenção a vários aspectos, não é mesmo? Por isso, investir em formação para a realidade do mercado de trabalho nunca é demais.

Fonte: Ipog

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